Voltemos a mesma indagação da via de mão dupla, daquilo que martela minha cabeça há anos. Estou nessa estrada, conheço cada curva. Conheço esse jogo, cada carta. Só uma jogada nova me fez pausar, mas infelizmente ou felizmente, o jogo é o mesmo. Uma questão de espera, uma questão de leitura. Uma valsa de vento, e como eu amo o vento, aquela sensação de vida, fazendo o corpo arrepiar, fazendo a gente perceber que tá vivo.
"Ah, sei lá eu
Se o cara que vem lá, será eu?
Mas sei imaginar
Eu me enxergo no lugar"
sábado, 6 de abril de 2013
Palavras
Quero falar de você
Quero falar sobre você
Minha boca tem suas palavras
Meus sinais são seus
Queria não ser tão intensa
Mas aqui estou eu
Te separando letra por letra
Só pra te beber...
Quero falar sobre você
Minha boca tem suas palavras
Meus sinais são seus
Queria não ser tão intensa
Mas aqui estou eu
Te separando letra por letra
Só pra te beber...
terça-feira, 2 de abril de 2013
Em paz
Assim, exatamente como a música, em um dia de sol, o fone de ouvido... Tudo deixa bem claro a sensação de bem-estar... Ela puxa seu cobertor, e com um sorriso de preguiça misturada com felicidade, ela se entrega... Se entrega pra um destino novo, pra um mundo de descobertas, descobertas antes não aceitas por ela mesma. Quem poderá se opor ao som da música que ela compôs? Essa ansiedade meio dúbia, esse gosto de mistério, essa dança incompreendida... O "Já foi" agora se transforma em "Já é".
"Queria ser navegador
Desse teu mundo estelar
Lua que amansa o meu desejo
Estrela azul, me leva"
Foto tirada por mim, em janeiro.
sexta-feira, 1 de março de 2013
(in)Condicional
Não sei onde eu guardei, não sei nem se escondi, Acho que perdi mesmo...
Estranho é que eu não fiz por querer, eu juro! Eu não fiz por querer, mas hoje eu procurei, procurei, e nada...
Deveria ter guardado! Bem que minha mãe me avisou! Mas agora eu vou esperar aparecer...
Esperar... Eu acho que me acostumei a sempre ter aqui, mas quando eu fiz a “doida”, e taquei ela na janela a fora, eu esqueci que tava ventando, e agora ela voou longe, e só volta quando quiser. Normal, nunca fiquei com algo por muito tempo, só queria seus efeitos colaterais, seu feeling, seu arrepio... Sinto inveja das pessoas quando vejo que Ela as usa. Sinto saudade quando vejo o brilho nos olhos dos outros. Nova era, novo rumo, novo tudo, e eu aqui insistindo que ela fique comigo, eu forço um pouco, mas ela trancou a porta, e eu não sou forte o suficiente pra arrombar, nem educada o suficiente para persuadi-la a abrir.
Fica o trato, quando ela fizer a história valer, eu aceitarei seus termos, serei a pior clichê de todas, serei sua Sancho pança, serei sua escudeira, mas dela eu quero a lealdade, quero a história de verdade, não quero mal contado, não quero a metade, quero o completo romance enlatado.
Paixão, volte! Não me deixe ficar igual menino esperto. Prometo te fazer minha paixão, e para ti, serei mãe-teto.
Estranho é que eu não fiz por querer, eu juro! Eu não fiz por querer, mas hoje eu procurei, procurei, e nada...
Deveria ter guardado! Bem que minha mãe me avisou! Mas agora eu vou esperar aparecer...
Esperar... Eu acho que me acostumei a sempre ter aqui, mas quando eu fiz a “doida”, e taquei ela na janela a fora, eu esqueci que tava ventando, e agora ela voou longe, e só volta quando quiser. Normal, nunca fiquei com algo por muito tempo, só queria seus efeitos colaterais, seu feeling, seu arrepio... Sinto inveja das pessoas quando vejo que Ela as usa. Sinto saudade quando vejo o brilho nos olhos dos outros. Nova era, novo rumo, novo tudo, e eu aqui insistindo que ela fique comigo, eu forço um pouco, mas ela trancou a porta, e eu não sou forte o suficiente pra arrombar, nem educada o suficiente para persuadi-la a abrir.
Fica o trato, quando ela fizer a história valer, eu aceitarei seus termos, serei a pior clichê de todas, serei sua Sancho pança, serei sua escudeira, mas dela eu quero a lealdade, quero a história de verdade, não quero mal contado, não quero a metade, quero o completo romance enlatado.
Paixão, volte! Não me deixe ficar igual menino esperto. Prometo te fazer minha paixão, e para ti, serei mãe-teto.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Música
Certa feita em uma conversa de amigos, uns se declararam apaixonados pelo céu, outros pela natureza, e eu me perguntei o que motivava, me fazia arrepiar, contemplar as obras de Deus e me sentir parte do universo? Confesso que fiquei frustrada na hora, porque eu não sentia algo tão forte com o que eles falavam, e ao mesmo tempo não tinha algo concreto pra também demonstrar paixão. Então em uma noite eu me lembrei de algo e foi aí que me toquei!
Quando eu era criança e estudava na escola de música, sempre que me perguntavam o que eu era, eu respondia: - eu sou música!!
Eu achava que feminino de musico era música! Daí eu enchia a boca pra falar que era música!
E nao é que de tanto eu profetizar, acabei virando música?? Eu poderia ser musicista, poderia ter seguido a vida de violinista, mas eu deixei isso tudo pra virar música! Isso mesmo, eu larguei isso tudo pra ser essencialmente música. E talvez eu não seria tão realizada como eu sou hoje. Eu não sou uma música especifica, não sou um acorde definido, e muito menos um estilo musical. Eu sou música, eu me encontro em trechos, faço da minha cama o som, do meu colchão as letras e do meu travesseiro a harmonia. Eu faço da voz as estrelas, faço de bandas e orquestras o meu céu, do meu universo as melodias. Estranho é que agora eu estou falando de música, no silencio, talvez até ele tenha uma melodia pra mim.
Eu não posso negar que tudo em mim vira música, que eu tenho necessidade de som, que eu prefiro a valsa do vento ao invés de gente aos meus pés, não posso negar que eu quero um amor em música, que penso mais na trilha sonora do que na história em si. Pouco me importam as palavras, sempre achei que a música fala muito mais que mil declarações desesperadas de amor. Posso parecer exagerada demais, mas o que eu posso fazer? Eu sou música, pago o preço por ser, mas só eu sei o quanto vale a pena assim viver.
" que eu seja sempre o primeiro a me encontrar em tua casa, e em sua misericórdia transformar a minha vida NUMA LINDA CANÇÃO"
domingo, 23 de dezembro de 2012
Clichê
Pensei que fosse soltar fogos quando esse dia chegasse, mas hoje me vejo aqui, sentada de frente a essa banda de jazz com apenas uma taça na mão.
Não que isso seja ruim, pelo contrario, estou sorrindo por dentro.
Não vejo motivos pra um drama, o que vejo hoje é minha total ausência ao romance, não estou falando de relacionamento, mas falo daquilo que toda mulher tem, aquele brilho inconformado quando assiste um filme, ou vai a um casamento, ou qualquer dessas coisas.
Nunca fui também de ficar urrando de romantismo, nunca fui muito de nhenhem
E agora, justamente nessa hora, a banda me toca com um jazz daquele de morrer por dentro, e descubro que me comovo mais com música do que vendo o George Cloney declarar amor eterno a uma atriz qualquer.
O legal é que estou sozinha nesse bar, e só o fato de observar a banda já me causa um efeito avassalador.
Vejo na minha frente dois casais dançando levemente ao som do improviso, eu sorrio leve, sempre quis estar aqui, sempre mesmo...
Não acho que romper laços com o romantismo vá me tornar em uma pessoa má, pelo contrario, eu sinto que foi um dos melhores rompimentos que já passei!
Engraçado que eu sentia pena de pessoas que se encontravam sozinhas em bares ou restaurantes, e aqui estou eu! Brindando um momento que sempre condenei.
Só que nessa noite a lua está alta, forte e firme, e meu sentimento é de total encontro, encontrei de verdade o sentido de estar na hora certa e no lugar certo, incrível como eu achei que esse sentimento se daria quando eu estivesse com alguém, mas hoje pensando bem, eu sou uma excelente companhia.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Milímetro
Sou a favor do zoom, a favor da aproximação.
Daquelas cenas feitas por dois. Da casualidade, da foto de sorriso espontâneo, daquele fechar de olhos intensos.
Se aproximar pode ser perigoso, se aproximar pode ser letal. Uma dose, pronto! Já era! Aquele som alto, não alto, mas do som que invade o ouvido deixando a gente perceber que o cantor tem folego e tem caídas.
Sou a favor do sorriso de olho fechado, sou a favor do som do sorriso. Esse som que mesmo distante você acaba vendo o sorriso, mesmo de olhos fechados.
E aquela bela respiração? Bem perto do outro, daquela respiração de tristeza, que talvez seja só o que o outro quer ouvir.
Sou a favor das palavras sem nexo, sem sentido, daquilo que poucas pessoas sabem. Um código em conjunto.
Sou a favor do encontro, aquele encontro sem querer, aquilo que tava na vida, sem a gente saber.
Sou a favor do coração acelerar por nada, simplesmente por uma música, por um pensamento. Aquele combo de coração e frio na barriga.
Não posso esquecer do arrepio, o arrepio do toque invisível, do vento imprevisível.
Fazer do sorriso, palavras desordenadas, bagunça de cabelo, confusão de fios.
Aquela estrada sem fim, talvez seja mesmo um belo destino, exatamente como uma noiva a cada passo indo em direção ao altar. Leva consigo uma certeza, em cada passo ela joga fora outros destinos.
Acabei andando, tendo a certeza de que nada é tão certo, e nada é tão duro assim.
Daquelas cenas feitas por dois. Da casualidade, da foto de sorriso espontâneo, daquele fechar de olhos intensos.
Se aproximar pode ser perigoso, se aproximar pode ser letal. Uma dose, pronto! Já era! Aquele som alto, não alto, mas do som que invade o ouvido deixando a gente perceber que o cantor tem folego e tem caídas.
Sou a favor do sorriso de olho fechado, sou a favor do som do sorriso. Esse som que mesmo distante você acaba vendo o sorriso, mesmo de olhos fechados.
E aquela bela respiração? Bem perto do outro, daquela respiração de tristeza, que talvez seja só o que o outro quer ouvir.
Sou a favor das palavras sem nexo, sem sentido, daquilo que poucas pessoas sabem. Um código em conjunto.
Sou a favor do encontro, aquele encontro sem querer, aquilo que tava na vida, sem a gente saber.
Sou a favor do coração acelerar por nada, simplesmente por uma música, por um pensamento. Aquele combo de coração e frio na barriga.
Não posso esquecer do arrepio, o arrepio do toque invisível, do vento imprevisível.
Fazer do sorriso, palavras desordenadas, bagunça de cabelo, confusão de fios.
Aquela estrada sem fim, talvez seja mesmo um belo destino, exatamente como uma noiva a cada passo indo em direção ao altar. Leva consigo uma certeza, em cada passo ela joga fora outros destinos.
Acabei andando, tendo a certeza de que nada é tão certo, e nada é tão duro assim.
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