domingo, 15 de julho de 2012

A Casa é minha, VOCÊ QUE VAI EMBORA!

Estava eu pensando um pouco na vida, e fiquei um pouco atordoada com algumas coisas que acontecem com TODOS, repito, TODOS os seres humanos. E sabe o que é? É aquela velha coisa do ser humano se mudar por causa dos incomodados. Isso mesmo, aquele velho ditado quase nem sempre se aplica a vida real, "os incomodados que se retirem" é quase uma oratória que no final não dá em nada.
Eu mesmo sou meio fraca, e acabo caindo fora, quando na verdade era pra ficar onde eu sempre estive. Quantas coisas eu perdi, ou acabei vendo apenas de longe... Ah se a gente colocasse em prática o que a música dos "raimundos" sempre falou: " A casa é minha, você que vai embora!". A realidade é essa mesmo, como assim a gente que tem que se deslocar, que tem que sair, que tem que fingir, que tem que AGUENTAR?!?!?
É esse ponto que eu pego no pé de muita gente que aguenta MIXARIA de outras pessoas, quando simplesmente a realidade é exatamente essa: A VIDA É MINHA, VOCÊ QUE VAI EMBORA! Duvido muito que muita gente irá mudar a postura, mas eu acho uma sacanagem esse povo que aceita tudo de todos, de cabeça baixa, sendo que ninguém é dono da vida de ninguém.
Ainda vou ser taxada de grossa, mal-amada, feminista e etc... Só porque eu acho que se todo mundo tomasse a postura de querer ser feliz, de não deixar que outros lhe tomem o motivo, a vida, a esperança e por aí vai.
Eu achei o máximo esse papo de fazer o outro acordar, da pessoa sacar que não é do jeito dela. O Romário tem uma frase que eu amo: "Nem entrou no ônibus e já quer andar na janela?", é tipo um: SE TOCA! Você chegou aqui agora! E eu acho isso demais, não estou falando de humilhar a pessoa, mas de lembrá-la de que simplesmente é quem veio que vai, e não o contrário. Não estou revoltada, só achei que essa frase é quase libertadora rs... Termino esse texto em altas risadas, sabendo que ninguém vai achar a graça que achei, e isso é que é mais engraçado!

domingo, 20 de maio de 2012

correlatos e afins

já não estou afim de me aparecer para as pessoas
já mudou em mim essa vontade de aparecer

se transformou em agonia, essa coisa de mostrar que fiz algo
gosto quando escrevo.
Gosto ainda mais quando pouquíssimas pessoas leem.

Não me importo com pontuação,
com excessos de virgulas
com palavras sem maiúsculas ou minúsculas
Me sinto livre em poder escrever sem pontuação
assim só eu e algumas pessoas entedem.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

She

E lá vai ela solitária,
sendo observada,
jogando seu jogo, sozinha.

Com seu fone de ouvido,
em uma noite tão fria,
quando todos tem alguém pra falar...
Ela escuta sua música
e faz uma promessa: não voltaria aquele velho jogo,
uma vez que ela já sabia como funcionava,
iria mudar,
seu jogo iria mudar, o jogadores também.

O quão solitária ela possa parecer,
ela decidiu que seria melhor,
jogar aparentemente só valeria a pena,
depois que ela aprendeu a lição.

O silêncio se tornou uma parceria. Bastante perigosa.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Ana e as Pessoas

Depois de tantas revoltas Ana pegou sua máquina de escrever, e fortemente datilografou:

"Estou com ideias nada legais sobre o que é ser CORRETO. Não faço ideia do tempo, de quando tudo mudou, mas constantemente vejo pequenos filmes, pequenas cenas, na qual eu vivi, e de repente: BUM! Eu vejo tudo de um prisma novo, me atormentando, me fazendo pirar, essa roda maluca, esse meio cabeçudo...

As pessoas e o mundo, não me surpreendem mais... Isso não é bom, mas não consigo ver nada novo em ninguém, nem para o mal, nem para o bem. Acho que hoje eu duvido muito dos dois lados, o único lado certo que conheço é DEUS, o resto está padecendo amargamente em meus novos conceitos. Não consigo acreditar cegamente nas pessoas, eu olho pra elas, me lembro de frases que talvez algumas não fazem ideia de que eu saiba, mas eu descobri... É estranho quando você vê alguém entrar em contradição, falar algo, e fazer erroneamente outro. É exatamente um quebra-cabeça, que só funciona pra estragar a reputação, é engraçado e constrangedor, mas não tem mais nada a fazer... Pessoas e suas palavras, pessoas e seus mundos paralelos, aonde tudo que elas veem é só o que querem enxergar, destroem outras pessoas alegando desqualificação, quando na verdade é só ego, ciúmes, frio planejamento, calculismo exacerbado e a falta de limites. Justamente o que faz do ser humano, a podridão e a sujeira que somos... Falsos teatros são preparados, milimetricamente ensaiados na hora! Excelentes atores que em um improviso conseguem ser o que querem, e ser o que os outros querem também! Quando a gente pensa ser algo espontâneo, algo que aconteceu, lá vem a ironia das pequenas cenas, te mostrando aos poucos que NADA foi feito ao acaso, tudo espontaneamente ironicamente planejado e ENSAIADO...

Vivo constantemente repetindo pra eu mesma, que não adianta repassar cenas na minha cabeça, elas não tornarão a acontecer, o que eu tenho que fazer é viver o novo, e não tornar a fazer como fiz antes...

Esse teatro que é a vida, aonde existe todo tipo de personagem. TODO TIPO."

Assim que ela terminou de escrever em sua máquina, pegou sua folha e queimou...
Não se muda o mundo só falando, e sim, FAZENDO. Ana aprendeu sua lição.

Inspirado no filme, novo conto da Cinderela, por minha visão.

Criar

Queria criar algo, queria dizer coisas, queria fazer coisas, mas...
Vou confessar algo, faz 5 anos que fiz um acordo comigo mesmo de não compor mais, de não fazer certas coisas, eu vivo com músicas não descobertas na cabeça, vivo com muita coisa que não vi em lugar nenhum, coisas que me perseguem, coisas que só fazem efeito pra mim, e eu não encontro em lugar nenhum... Mas eu fico meio atormentada, porque parece que elas existem há muito tempo, e elas existem em mim! Acho que entendi o porquê de eu desmaiar quando escuto uma sequência musical que eu me apaixono, simplesmente acabo me recordando de pequenos trechos aqui dentro, parece um reconhecimento, e então eu percebo que é meu! Vou um dia criar coragem pra recomeçar de onde eu mesma parei, de me inspirar pra que essas músicas possam fluir não só em mim, mas em vocês...



"A ideia de deixar tudo em reticências é acolhedora, poder deixar no ar coisas que um dia poderão surtir outro efeito sempre foi a maior proposta da minha vida..."

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Mais um dia

Não entendo essas pessoas que sem razão nenhuma se matam.
Não entendo essa injustiça, que até eu sou injusta e ingrata.
Não entendo esse sentimento misto de aflição e tristeza que sinto ao tentar acreditar.

Queria poder ter o dom de transferir saúde, queria ter o dom de modificar as coisas,
porém me vejo inútil, frágil,pequena e vulnerável a isso tudo do mesmo jeito que todos.


Vi um guerreiro, um vencedor, que não deixou a peteca cair, ele só queria viver,
queria ter a vida que muitos desgostosos tentam tirar...


Ele só queria brincar, ele só queria ver o mundo, ainda me lembro da minha mãe me falando,
da visita dele ao aeroporto, do quanto ele ficou animado, de como ele planejava um dia voar.


Hoje ele fez seu voo, ele se foi, como um pássaro volta ao seu lar, queria poder sentir sua segurança, sua firmeza.


Ele tinha seu jeito, não vou ser hipócrita e dizer que ele não tinha defeitos, mas sei bem que ele com seus poucos anos, soube aproveitar.


Pude estar presente em seu ultimo aniversário, pude cantar pra ele, pude orar por ele.


Não quero apelar pra demagogia.


Não quero simplesmente dizer, queria poder fazer algo, queria poder gritar pra toda essa gente - que acha que não vale a pena viver, e simplesmente desistem da vida, sem ter um pingo de doença, sem ter o que lutar pra sobreviver diariamente - QUE EXISTEM MILHARES NO MUNDO HOJE, QUE LUTAM POR MAIS UM FÔLEGO DE VIDA, QUE LUTAM POR MAIS UM DIA, QUE SÃO VENCEDORES, QUE NÃO ABANDONAM O RINGUE ENQUANTO TUDO NÃO TERMINAR.


"Quando o vento sopra contra mim
Os problemas tentam me abater
Eu me lembro, o grande Eu Sou me enviou"


In memoriam, Vinícius Gonçalves, até logo primo.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Humana

Eu não ando com muita vontade de anunciar as minhas palavras nas outras redes sociais, sei lá eu estava lendo meus textos desse ano e, eu sinto que algumas coisas em mim modificaram de um jeito, que eu não quero mais forçar ninguém a saber o que se passa na minha cabeça ou na minha vida.
Tive uma experiência linda nesse feriado de pascoa, foi acampamento, e me sinto feliz em saber que eu não preciso ser a pessoa que muita gente quer que eu seja. Eu simplesmente pude me sentar em qualquer rodinha, não me importei com a famosa faixa-etaria que me impedia de conhecer as pessoas, Deus me modificou, mudou meu pensamento, me desafiou a falar dEle de formas diferentes, do jeito que eu sempre sonhei, e isso aconteceu tão simples e tão natural, eu não forcei nada disso, e sinto que estou me encontrando no sentido "missionário" da palavra.
Exatos 2 anos atrás eu disse: "Quero conhecer o mundo, quero demonstrar o amor de Deus pra milhares de pessoas, quero conhece-las, saber seu medo, saber sua paixão, e rir com elas, chorar com elas" sinto que está se cumprindo. Quando eu desprendi de conceitos farisaicos e de formas rígidas, eu pude me libertar pra sentar ao lado de adolescentes, adultos, crianças e ouvir suas palavras, sentir a vida do jeito deles, pude respirar o amor, pude ver o quão grande é Deus, que nos deu o dom de compartilhar, minhas palavras se tornaram vida, pude mostrar pra muita gente que eu era simples, que tenho defeitos, que sou diferente daquilo que as pessoas pensavam que eu era, pude sorrir a vontade com adolescentes que não tinham medo de falar, pude abraçar e apertar a mão de pessoas que só no olhar sentiam o mesmo que eu, pude passar minha vida para outros.
Sabe, algo mudou em mim, eu me identifiquei com a dor das pessoas, eu pude entender o que o outro sente, me tornei mais humana, me cobro muito mais que antes.
E é tão bom saber que não me prendo mais, que não me tranco mais em um meio só, eu pude mesmo saber o medo e a alegria de algumas pessoas e isso me deixou feliz, feliz em saber que algo aqui em mim está mudando e logo, logo, eu vou voar mais alto, pelo fato de fazer das minhas asas algo de valor.